(Foto: Reprodução/Redes Sociais)
Por Amanda Martins
O depoimento de uma testemunha sobre o caso da morte da menina Ana Clara Gomes revela o diálogo entre policiais militares momentos depois que a menina foi atingida por uma bala perdida na comunidade Monan Pequeno, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio, enquanto brincava na porta de casa.
A testemunha revela que após o tiroteio, ouviu a conversa em que um policial pergunta para o agente que atirou "o que você fez?". Então ele fica sem reação, mas pega a criança depois, coloca na viatura e leva para o hospital.
Ainda de acordo com a testemunha, o mesmo policial esteve na comunidade há três semanas dizendo que da próxima vez que chegasse no local e houvesse alguém sentando no beco em que estava a testemunha, ele chegaria atirando, mas que não daria em nada.
Moradores afirmam também que depois que a menina foi socorrida, os policiais militares voltaram para o local para recolher os estojos de munição. O exame de necropsia realizado no corpo da menina não encontrou nenhum projétil ou fragmento que possa ser utilizado em um confronto balístico com a arma do policial militar preso pelo crime.
Segundo o advogado criminalista, Breno Guimarães, há outras alternativas para descobrir a autoria do disparo. Nesta sexta-feira (5), a ONG Rio de Paz instalou uma placa com o nome da menina na Lagoa, na Zona Sul. A placa vai ficar junto a de outras crianças que morreram nas mesmas circunstâncias. O presidente da Organização, Antônio Costa, cobra rigor nas investigações.
Ainda de acordo com o exame, quatro ferimentos foram encontrados: dois de entrada no braço direito e no peito, além de um de saída, também no braço direito, e outro na região do ombro esquerdo.
O cabo da PM acusado pelo disparo está preso preventivamente e vai responder por homicídio doloso, com dolo eventual, quando se assume o risco de matar. Ana Clara é a quinta vítima de bala perdida a morrer no Rio este ano, segundo levantamento da BandNews FM.

Nenhum comentário:
Postar um comentário