(Foto: Divulgação/Polícia Civil)
Por Amanda Martins
A Polícia Civil cumpre oito mandados de busca e apreensão em endereços ligados à ex-secretários municipais e empresários de Búzios, na Região dos Lagos. A investigação apura fraudes na compra de 19 mil cestas básicas com dispensa de licitação durante a pandemia de covid-19 entre março e abril do ano passado.
A apuração começou com a identificação de irregularidades em um contrato que causou prejuízo de cerca de R$ 1 milhão. Um relatório do Tribunal de Contas apontou problemas na quantidade de cestas e indícios de sobrepreço e superfaturamento.
Segundo o Departamento Geral de Combate ao Crime Organizado e Lavagem de Dinheiro, a empresa contratada negociou com uma companhia do Espírito Santo para fornecer cestas básicas que foram entregues sem a devida verificação e controle.
De acordo com o Ministério Público, um dos principais participantes do esquema é Lincoln Hebert Magalhães Oliveira, que teria usado a empresa Suncoast como fachada para obter a licitação e depois contratar outra empresa por valor menor do que o contrato com Búzios, gerando lucro de quase R$ 800 mil a ele.
Ainda de acordo com o MP, a dona da companhia é Vivian Maesse de Oliveira, esposa de Lincoln.
O termo de referência da licitação foi elaborado pelo então secretário de Desenvolvimento Social, Trabalho e Renda, Marcelo Albino de Souza e Silva. A investigação também cita Grazielle Alves Ramalho, que atuava como secretaria Municipal de Governo e Fazenda e passou a ser interina na pasta da saúde e corroborou a dispensa de licitação.
A operação "Farinha Pouca" busca por documentos, celulares e valores em espécie em municípios da Região dos Lagos e na capital fluminense.
Um dos fatos que chamou a atenção dos investigadores foi a falta de um estudo prévio para a compra das 19 mil cestas básicas já que tem apenas 34 mil habitantes.
fonte:bandnews fm
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