foto:divulgação
Por Ryan Lobo
"O caveirão matou meu pai." A afirmação é da filha do instalador de mármore, morto ao sair para o trabalho, na Cidade de Deus, Zona Oeste do Rio. O desabafo, feito através da Internet, aconteceu horas após Marcelo Guimarães, de 38 anos, levar um tiro de fuzil no peito. A informação é de moradores da comunidade. As testemunhas acusam ainda a Polícia Militar de ter atirado, matado e negar socorro à vítima.
Marcelo Guimarães tinha acabado de deixar o filho com a babá, em casa, e seguia de moto para o serviço, no momento em foi baleado, nesta segunda-feira (4).
Vizinhos afirmam que os policiais teriam dado ordem de parada, mas Marcelo não parou e foi atingido, na Avenida Edgard Werneck. Os moradores afirmam que Marcelo Guimarães não ouviu o aviso dos policiais.
Patrícia Souza trabalha em um ferro velho próximo ao local do crime e é taxativa: os policiais militares atiraram no morador.
Horas após saber da morte do marido, Carla Roberta da Silva Cruz ainda não acreditava no que tinha acontecido.
Houve protesto e parte da Rua Edgar Werneck, onde o instalador de mármore foi morto, chegou a ser fechada. Móveis e entulho foram lançados na via e a Linha Amarela chegou a ser totalmente fechada no sentido Fundão.
Após a perícia da Polícia Civil, parentes da vítima e testemunhas foram ouvidos na Delegacia de Homicídios da Capital, na mesma região.
Em nota, a Polícia Militar apresentou outra versão para o crime. O comunicado alega que os PMs foram atacados por bandidos durante patrulhamento, o que ocasionou um confronto na região. A corporação sustenta ainda que vítima foi atingida por uma bala perdida. Ainda segundo a PM, a corporação atua na região da Cidade de Deus há pelo menos duas semanas, para evitar possíveis confrontos e tentativas de invasão entre milicianos e traficantes, que disputam o controle de pontos de vendas drogas da região.
fonte:bandnews fm


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