(Foto: Divulgação/Polícia Civil)
Por Ryan Lobo
Pela primeira vez, a Polícia Militar assume que deu um tiro de fuzil na ação em que o instalador de mármores Marcelo Guimarães, de 38 anos, morreu, baleado no peito, atingido pela arma do mesmo calibre. O crime aconteceu em um dos acessos à comunidade Cidade de Deus, na Zona Oeste do Rio.
Em depoimento à Polícia Civil, os PMs disseram que criminosos dispararam em direção ao blindado e um dos agentes deu um disparo de fuzil de dentro do veículo, para que o outro policial conseguisse entrar na viatura.
Familiares de Marcelo e vizinhos de Marcelo afirmam que o tiro que matou a vítima partiu de dentro do caveirão. O veículo foi periciado nesta terça-feira (5).
O crime aconteceu na segunda-feira (4), horas depois de Marcelo levar pela primeira vez o filho de apenas cinco anos para a escolinha de futebol.
A irmã de Marcelo, Carina Guimarães, lembra que a vítima havia comprado uma chuteira nova para o filho no último sábado (2).
Nesta terça-feira (5), o menino acordou e perguntou pelo pai. O primo de Marcelo, Leandro Guimarães, conta que a viúva precisou dizer que o pai estava em uma viagem:
No mesmo dia, parentes, amigos e vizinhos realizaram uma manifestação na Linha Amarela, altura da Cidade de Deus, para cobrar justiça pela morte do instalador de mármores.
Em nota, afirma que os PMs foram atacados por bandidos durante patrulhamento, o que ocasionou um confronto na região. A secretaria diz ainda que a vítima foi localizada pelos policiais somente após o fim do tiroteio.
A Polícia Militar também informou que o Comando do Batalhão de Jacarepaguá, que atende a região, convocou um PM para prestar esclarecimentos sobre uma publicação ameaçando moradores da Cidade de Deus que fizessem algum protesto pela morte.
A postagem foi apagada da rede social do militar, que se identificou como oficial de dia da unidade, na manhã em que Marcelo foi morto. Na mensagem, o PM dizia que a vítima não foi morta pelos policiais, mas sim por traficantes da localidade conhecida como Tijolinho. Ele finalizou a publicação dizendo que já estava "com dois caveirões e trinta e oito policiais na base" e que se moradores saíssem para "fazer gracinha" iriam se machucar. Um procedimento interno foi aberto pela corporação para avaliar a conduta do militar.
fonte:bandnews fm

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