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12 abril 2021

Ao contrário do Rio, Niterói adota medidas ainda mais rígidas contra Covid-19

 

                                                                  foto/divulgação

Os municípios do Rio de Janeiro e de Niterói pareciam alinhados no enfrentamento a Covid-19 no estado do RJ, porém, o que se viu de ontem para hoje foram decisões distintas das administrações das cidades da região metropolitana do estado em relação a pandemia do Coronavírus.

Enquanto a Capital Fluminense afrouxou as medidas restritivas, permitindo a abertura de bares e restaurantes a partir de sexta-feira (09/04), Niterói não só decidiu manter as regras até 18 de abril como as tornou mais rígidas.

As novas determinações, publicadas no Diário Oficial e assinadas neste sábado (10/04) pelo prefeito Axel Grael (PDT), estabelecem que que “a saída da residência deve se dar apenas por motivos de trabalho, compra de gêneros alimentícios, ida a farmácias, por motivos médicos o para ida a estabelecimentos cujo funcionamento esteja permitido, por conta de atividade permitida”, diz um trecho da publicação.

A entrada de táxis e veículos de aplicativos de outras cidades está proibida. Bares e restaurantes só poderão funcionar com serviços de delivery, e o take away, até então permitido, agora está vetado. Aulas presenciais só estão liberadas para a educação infantil. Missas, cultos e demais atividades religiosas podem ser realizadas de forma presencial, com até 10% da capacidade, até que ela atinja o máximo de 100 pessoas.

Axel Grael justificou a decisão: “Nós estamos vivendo o pior momento dessa pandemia, com número de óbitos chegando a níveis inesperados lá no início dessa crise. Não podemos esquecer que estamos passando por um momento muito difícil em Niterói. No momento, a taxa de ocupação nas UTIs públicas está em 82% e 90% nas privadas”, disse o prefeito.

A norma também prevê a suspensão do atendimento presencial, de qualquer natureza, em bares, restaurantes do tipo bufê ou self-service, cafeterias e congêneres, boates, danceterias, salões de dança e casas de festa, museus, galerias, bibliotecas, cinemas, teatros, casas de espetáculos e salas de apresentação. Os banhos de mar e de sol na orla seguem proibidos.

O mesmo vale para salões de cabeleireiro, barbearias, institutos de beleza, estética e afins, clubes sociais e esportivos, serviços de lazer, quiosques em geral, parques de diversões, temáticos e circos, academias de ginástica, lutas, danças, bancas de jornal.

Há também mais restrições para supermercados que, neste período só poderão vender produtos considerados essenciais, como alimentos e itens de higiene e limpeza. Na quarta-feira, o Hospital Oceânico, arrendado pelo município exclusivamente para pacientes com o novo coronavírus, atingiu 121 pacientes internados, o maior número desde o início da pandemia.

De acordo com o Painel Coronavírus Covid-19 da Secretaria de Estado de Saúde, a cidade tem 92% de taxa de ocupação de leitos de terapia intensiva e 83% nos de enfermaria para Covid-19. Segundo o Mapa de Risco por Município, a cidade está com bandeira roxa, a de mais alto risco para a doença.

Pela quarta vez em apenas 10 dias, o RJ bateu recorde de mortes por conta da pandemia de Coronavírus. A alta no número de óbitos foi calculada com base na média móvel e registrou 381 vítimas fatais em 24h.

A média atingiu 26 mortes por dia, 30 a mais que o recorde anterior, de terça-feira (06/04), e uma variação de 80% em relação há duas semanas, o que aponta tendência de alta.



fonte: dr

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