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07 maio 2020

Niterói se antecipa ao coronavírus e planeja testar mais que EUA e Coreia do Sul

Com sétimo maior IDH do Brasil, cidade foi a primeira do Rio a confirmar um caso de covid-19 e desacelerou a expansão da doença com medidas de isolamento e reforço na estrutura de saúde

                                                          foto:RICARDO MORAES / REUTERS
Enquanto a cidade —e todo o Estado— do Rio de Janeiro se aproxima do colapso sanitário, do outro lado da ponte a cidade vizinha mais rica parece enfrentar a pandemia de coronavírus com um pouco mais de tranquilidade. O município de Niterói, conhecido por ter o sétimo IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) mais alto de todo o país, vem buscando desde janeiro se antecipar à covid-19 com uma série de medidas sociais, econômicas e sanitárias. Com 500.000 habitantes, foi a primeira cidade a adquirir testes rápidos —um total de 50.000― da China e da Coreia do Sul com o objetivo de testar 10% de sua população ao longo de dois meses. “Estamos vencendo até aqui a batalha pela vida, mas é necessário que a sociedade compreenda que ainda não chegamos ao momento mais dramático dessa crise e que o distanciamento social é muito importante”, afirma o sociólogo e prefeito Rodrigo Neves (PDT) em entrevista por telefone.
Até quarta-feira, 06 de maio, Niterói havia confirmado 527 casos de covid-19 e 33 óbitos. A cidade do Rio, com uma população aproximadamente dez vezes maior, registrou 8.577 casos e 764 mortes —isto é, mais de 20 vezes mais que a vizinha Niterói. Outros municípios mais pobres da região metropolitana do Rio também vêm registrando mais óbitos, como Duque de Caxias 
(98 mortes). Em todo o Estado do Rio são 13.295 casos e 1.205 óbitos confirmados, ficando atrás apenas de São Paulo.
A explicação pelo desempenho melhor durante a pandemia passa por outros dados da cidade, que registrou um PIB per capita de mais de 55.000 reais em 2017 (o país inteiro registrou pouco mais de 31.000 reais naquele ano), um rendimento mensal médio de 3,1 salários mínimos por trabalhador formalizado, 100% de esgoto tratado. Nos últimos meses, porém, especialistas também têm apontado Niterói como exemplo de cidade que seguiu os mais elevados parâmetros internacionais no enfrentamento do coronavírus. “Já em janeiro, quando a epidemia se consolidou na China, constituímos uma força tarefa com epidemiologistas e infectologistas para enviar pareceres e análises do que estava acontecendo", conta o prefeito. "Desenvolvemos protocolos de informação do setor público e privada pra desenvolver programas de treinamentos e identificar os EPIs e insumos necessários caso a pandemia eventualmente chegasse”.
A principal medida é a testagem em massa da população. Enquanto o Ministério da Saúde fala sobre a impossibilidade de examinar todo o país, devido ao tamanho de sua população, Niterói pretende atingir uma proporção de testes maior que países inteiros. “Temos 50.000 testes para aplicar ao longo de dois meses da epidemia. O Brasil aplica um teste para 2.800 habitantes. Nos Estados Unidos, é um teste para 150 pessoas. Coreia do Sul, considerado o modelo exemplar, é um teste para 100 habitantes. Nós queremos aplicar um teste para cada dez habitantes. Já estamos fazendo isso”, explica o prefeito. A prioridade, como em outras cidades, são os profissionais da saúde, segurança e ordem pública, além dos moradores das favelas. “É incompreensível que o Brasil, com a dimensão que tem, não esteja produzindo testes e respiradores em massa e dependa de outros países. Esse atraso vai ser trágico para as cidades”, critica Neves.
Outra prática similar a da Coreia são os centros para que os moradores de baixa renda façam o isolamento social. Há dois sábados, 600 leitos foram abertos em centros de educação pública da cidade, que também contam com enfermarias, refeitórios, assistência social e psicólogo. “As equipes do Médico de Família vão persuadir a ir para esses centros para recuperar a saúde para, depois, voltar para a casa e sua comunidade sem risco de contaminar ninguém", explica Neves.
Paralelamente, a Prefeitura arrendou hotéis para abrigar a população que mora nas ruas da cidade. “A classe média tem apartamento com três quartos, mas já imaginou o que acontece na região metropolitana se alguém, mesmo com sintomas leves, não tem condição de fazer o isolamento? É uma tragédia”, explica. Outra medida, voltada sobretudo para a população mais pobre, foi “a limpeza e sanitização das 90 maiores favelas, ruas, vielas e bairros de Niterói com quaternário de amônia [de quinta geração]”, o mesmo produto usado na China para desinfectar suas cidades.

Plano para conter a pandemia

Quando a pandemia finalmente chegou, Niterói foi a primeira cidade do Rio a confirmar um caso de coronavírus e a segunda a confirmar um óbito. “A cidade tinha tudo para viver uma tragédia. Tem a maior proporção de famílias das classes A e B do Brasil, uma classe média globalizada que viajou para o exterior em janeiro e fevereiro e uma proporção de idosos que pode chegar a 30% em bairros como Icaraí, taxa similar a da Europa”, explica Neves. “E, como no resto do Rio, essas pessoas vivem próximas a territórios e regiões com maior adensamento humano e de pessoas de menor renda, além do trânsito com a capital”, acrescenta.
Assim, já na primeira quinzena de março Niterói formou um gabinete de crise “integrando várias secretarias da Prefeitura e estruturando um plano” estruturado em cinco pilares, segundo conta o prefeito: o isolamento social —a cidade foi a primeira do país a fechar suas praias—, a proteção social, a salvaguarda da economia local, o fortalecimento da rede de saúde pública e a comunicação em massa. Neves estima um investimento total de 300 milhões de reais ao longo dos meses da pandemia.
Entre as medidas também está a transformação de quatro hospitais das quatro regiões administrativas da cidade em referência para tratamento da covid-19, a abertura de 140 leitos de enfermaria e UTI até a segunda quinzena de maio, a contratação de 1.300 funcionários de forma emergencial via chamamento público. A prefeitura também arrendou um hospital privado parado, construído há dois anos, e o transformou num centro de excelência para tratamento do novo vírus.
No momento em que o Congresso Nacional debatia uma renda básica emergencial, a Câmara de Vereadores de Niterói aprovava por unanimidade, no dia 31 de março, um auxílio emergencial de 500 reais mensais para 52.000 famílias de baixa renda (cerca de 220.000 pessoas), sendo 35.000 do cadastro único, 7.000 de microempreendedores individuais (MEI), além de catadores, pescadores, artesãos, taxistas, motoristas de vans escolares e trabalhadores da economia solidária.
Para amenizar o impacto na economia local, a Câmara também aprovou o programa “Empresa Cidadã”, que prevê que em empresas com até 19 funcionários, a Prefeitura arque com até um salário mínimo de até nove deles durante três meses, sob o compromisso de que essas firmas não demitam ninguém por seis meses. O plano, explica o prefeito, é voltado “sobretudo para o pequeno comércio, que está sofrendo muito”, e pretende salvar o emprego de 10.000 trabalhadores e 2.000 empresas. Também foi aprovado uma parceira com o setor financeiro que prevê 150 milhões de reais em créditos a serem concedidos a pequenas e médias empresas e profissionais liberais que precisam de capital de giro. Os empréstimos variam de 25.000 a 250.000 reais, com seis meses de carência, e podem ser pagos em até 36 meses a juros zero. “A prefeitura é quem vai pagar 2% ao mês de juros para os bancos”, explica Neves.
O prefeito, que também garante ter distribuído um milhão de máscaras para a população após fazer parceria com 32 pequenas confecções, afirma que o governador Wilson Witzel tomou as medidas corretas para evitar a circulação de pessoas. Mas sobre o Governo Jair Bolsonaro, afirma que "ainda não disse ao que veio, e é preciso que compreenda a gravidade da situação ou, sem ele, as cidades irão sucumbir”. Para ele, “abrir mão do isolamento social é condenar milhares, talvez milhões de brasileiro a morte”.
fonte:el pais 


Covid-19: Fiocruz alerta para urgência de medidas rígidas de isolamento social

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) encaminhou, na manhã desta quarta-feira (6/5), um relatório ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), em resposta à solicitação do órgão realizada em 3 de maio. O documento consolida um posicionamento da Fiocruz a respeito da adoção de medidas rígidas de isolamento social no âmbito territorial do estado do Rio de Janeiro.
Com base em análises técnico-científicas e como parte de seu compromisso com a vida, com o Sistema Único de Saúde (SUS) e com a saúde da população, a Fiocruz considera urgente a adoção de medidas rígidas de distanciamento social e de ações de lockdown no estado do Rio de Janeiro, em particular na região metropolitana, visando à redução do ritmo de crescimento de casos e a preparação do sistema de saúde para o atendimento adequado e com qualidade às pessoas acometidas com as formas graves da Covid-19. 
Os especialistas da instituição projetam que, caso não sejam tomadas medidas mais rígidas de distanciamento social no estado do Rio de Janeiro, haverá um agravamento da situação epidemiológica e de insuficiência de leitos no mês de maio de 2020, que pode se prolongar e levar a um número expressivo de mortes que poderiam ser evitadas. 
Segundo o documento, as medidas de lockdown devem ser adequadas às realidades epidemiológicas e dos sistemas de saúde das diferentes das cidades do estado sem que, no entanto, sejam implantadas de forma isolada. Para eles, elas devem considerar não somente o número registrado de casos e óbitos, mas principalmente a tendência da epidemia em cada região do estado, a disponibilidade de leitos e equipamentos, a adequação do quadro de profissionais de saúde, bem como a adesão dos cidadãos e dos estabelecimentos comerciais e industriais a estas medidas. 
O relatório considera ainda a importância de intensa articulação das diferentes esferas de governo para a implantação dessas medidas rígidas de isolamento no estado e da adoção de medidas de apoio econômico e social às populações vulneráveis, particularmente as que dependem de trabalho informal ou precário, bem como suporte a pequenas empresas que geram empregos e podem sofrer grande impacto da pandemia.  
fonte: Fiocruz

28 abril 2020

   

Fiocruz faz vigilância de Sars-CoV-2 em esgotos sanitários em Niterói 

                                                                     Vinicius Ferreira (IOC/Fiocruz)

Pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com a prefeitura de Niterói, no estado do Rio de Janeiro, iniciaram um estudo para verificar a presença de material genético do novo coronavírus (Sars-CoV-2) em amostras do sistema de esgotos da cidade. O objetivo é acompanhar o comportamento da disseminação do vírus ao longo da pandemia de Covid-19.
Considerando que evidências científicas recentes mostram que o novo coronavírus é excretado em fezes, o projeto utiliza a análise de amostras de esgotos como um instrumento de vigilância, permitindo identificar regiões com presença de casos da doença, mesmo os ainda não notificados no sistema de saúde. O monitoramento ambiental realizado pela Fiocruz, que desenvolve atividades de pesquisa na área de Virologia Ambiental há mais de 15 anos, está alinhado com estudos científicos internacionais, que têm demonstrado a importância da vigilância baseada em esgotos para a detecção precoce de novos casos de Covid-19.
Pesquisadoras da Fiocruz em atividade de coleta de amostras provenientes da rede coletora de esgotos, em Niteroi (foto: Josué Damacena, IOC/Fiocruz)

As primeiras coletas foram realizadas no dia 15 de abril. Estão sendo coletadas amostras de esgoto bruto em 12 pontos georreferenciados e estrategicamente distribuídos pela cidade de Niterói, incluindo estações de tratamento de esgotos (ETEs), pontos de descarte de efluente hospitalar e rede coletora de esgotos, nos bairros de Icaraí, Jurujuba, Camboinhas, Maravista, Sapê e nas comunidades do Palácio, Cavalão, Preventório, Vila Ipiranga, Caramujo, Maceió e Boa Esperança. A previsão é de que, na primeira etapa do projeto, o monitoramento seja realizado durante quatro semanas, com possibilidade de prorrogação.
Os resultados iniciais evidenciam a eficácia da metodologia na ampliação da vigilância de propagação do novo coronavírus. Na primeira semana, foi possível detectar material genético do novo coronavírus em amostras de esgotos em cinco dos 12 pontos de coleta: três poços de visita (PVs) de troncos coletores do bairro de Icaraí e nas entradas da ETE Icaraí e ETE Camboinhas. Como metodologia, utilizou-se o método de ultracentrifugação, tradicionalmente empregado para concentração de vírus em esgotos, associado a técnica de RT-PCR em tempo real, indicada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). As amostras coletadas na segunda e terceira semanas estão em fase processamento.
As análises são realizadas pelo Laboratório de Virologia Ambiental e Comparada do IOC (foto: Josué Damacena, IOC/Fiocruz)

As análises são lideradas pelo Laboratório de Virologia Comparada e Ambiental do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), em colaboração com o Laboratório de Vírus Respiratórios e do Sarampo, também do IOC/Fiocruz. O planejamento e realização das coletas é feito pelo Departamento de Saneamento e Saúde Ambiental da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (Ensp/Fiocruz), em colaboração com a concessionária Águas de Niterói, que opera os serviços de abastecimento de água, coleta e tratamento de esgotos da cidade.
“O monitoramento da circulação do novo coronavírus durante a epidemia subsidiará informações para a vigilância em saúde, permitindo otimizar o uso dos recursos disponíveis e fortalecer medidas de profilaxia na área, uma vez que a investigação sistemática da presença do material genético do vírus na rede de esgotos sanitários pode fornecer um retrato da presença de casos positivos em determinada localidade, incluindo assintomáticos e subnotificados no sistema de saúde. Este estudo confirma a importância da vigilância baseada em águas residuárias como uma abordagem promissora para entender a ocorrência do vírus em uma determinada região geográfica, assim como a inserção da Virologia Ambiental nas Políticas Públicas de Saúde”, explica a pesquisadora Marize Pereira Miagostovich, chefe do Laboratório de Virologia Comparada e Ambiental do IOC/Fiocruz e responsável pela pesquisa.
“Mais uma vez, a Fiocruz direciona especial atenção no enfrentamento de um problema de saúde pública, na busca de respostas que possam ser diretamente aplicadas para fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS). Nossa experiência em virologia ambiental será somada aos esforços do excelente trabalho desempenhado pelo centro de referência da Fiocruz em diagnóstico laboratorial do novo coronavírus, que estima a quantidade de pessoas infectadas pela doença”, completa Miagostovich.
A virologista ressalta que até o momento não existem evidências científicas sobre a possibilidade de transmissão do novo coronavírus por rota fecal-oral, a exemplo do que acontece em outras doenças de transmissão hídrica causadas por vírus, bactérias e protozoários. “Nossas análises detectam a presença de fragmentos de material genético do vírus, indicando que existe presença de casos positivos em determinada localidade. Porém, ainda não há evidências na literatura científica de que, quando excretado nas fezes, o vírus ainda esteja viável para infectar outras pessoas”, esclarece. Até o momento, a via respiratória é o principal modo de transmissão, através de gotículas respiratórias geradas pela tosse ou espirros.
De acordo com o secretário municipal de Planejamento, Orçamento e Gestão da Prefeitura de Niterói, Axel Grael, a união do conhecimento científico com o de política pública vai contribuir para o fortalecimento das estratégias de saúde da cidade no enfrentamento da pandemia. “Estabelecer vários pontos de coleta na cidade nos permite verificar que comunidades têm uma incidência maior do coronavírus, a partir das amostras do esgoto, mesmo que a localidade apresente muitas pessoas assintomáticas. Como a Prefeitura está iniciando um programa amplo, de testagem, e nosso objetivo é priorizar justamente as comunidades, o resultado dessa pesquisa pode estabelecer prioridades entre as comunidades por onde a gente deve começar a testagem”, pondera o secretário e ambientalista.
Para a pesquisadora Camille Mannarino, da Ensp/Fiocruz, o estudo reforça a importância da relação entre saneamento e saúde. “O monitoramento de Covid-19 em esgotos sanitários tanto subsidia ações regionalizadas de contenção da transmissão quanto permite antecipar a mobilização da atenção primária em saúde em determinada localidade onde a circulação viral seja detectada previamente pelo monitoramento dos esgotos”, ressalta.
No entanto, ela destaca que este tipo de vigilância apenas é possível nos municípios em que uma parcela significativa da população é atendida por rede coletora de esgotos e a operadora do serviço tem controle sobre o sistema. “No caso de Niterói, a cobertura da rede de esgotos é de 95%. A adequada coleta e tratamento de esgotos também são fundamentais para a não contaminação de águas de abastecimento e recreação”, justifica a engenheira sanitarista.

02 abril 2020

Favelas de São Gonçalo criam movimento 

contra o coronavírus


Quatro organizações de diferentes regiões de São Gonçalo, na região metropolitana do Rio, estão se unindo para elaborar e distribuir kits de higiene e cestas básicas para a população mais carente do município durante a pandemia do coronavírus.
A Secretaria Municipal de Saúde confirmou na última sexta-feira (27) o quinto caso de coronavírus na cidade. O número de casos suspeitos, que até semana passada era de 380, aumentou para 660.
Quatro organizações comunitárias (Nós por Nós – Por Mais Direitos e Menos Desigualdade Social (NPN)Por Gentileza, Comunidade Viva e Isoporzinho da Prevenção) se juntaram e criaram a rede #NaMinhaFavelaNão, com o apoio do coletivo África em Nós.
A iniciativa busca arrecadar detergente, água sanitária, sabonete, sabão em barra, sabão em pó e alimentos, além de valores em dinheiro via depósito, para ajudar a população das favelas a atravessar a crise provocada pela Covid-19.
A quarentena tem mudado os hábitos também dos comerciantes locais. De acordo com moradores do bairro Jardim Catarina, mercados estão parando as pessoas na porta para que higienizem as mãos e os carrinhos de compra com álcool. Além disso, farmácias toparam ser ponto de arrecadação do movimento #NaMinhaFavelaNão.
“O movimento não fica restrito só a nós que tivemos a iniciativa, queremos e precisamos do apoio de quem se interessar”, diz Emerson Rodrigues, 23, representante do Nós por Nós, que atende a comunidade do Jardim Catarina. “Muitas vezes, pensamos que estamos passando por dificuldade, mas tem pessoas que enfrentam situações de extrema pobreza e que precisam muito mais de ajuda. O intuito é tentar fazer com que o pouco que sobra de alguém se torne muito pra quem não tem nada”.
Segundo Thamiris Santos, 28, idealizadora do Por Gentileza, projeto que atende a região onde fica o antigo lixão de Itaoca, as doações serão feitas de maneira a reduzir o risco de contaminação pelo novo coronavírus.
“As entregas serão feitas com equipes reduzidas e equipamentos de prevenção para evitarmos aglomerações e possíveis contágios. Pretendemos fazer uma entrega rápida para logo voltarmos para casa”.
De acordo com Kássia Rapella, 30, representante do Comunidade Viva e do Isoporzinho da Prevenção, que atende a área de Neves, o comércio da região também aderiu ao uso de álcool para os clientes e ao de luvas e máscaras para funcionários.
Com as medidas de isolamento social, porém, muitas famílias da região ficaram sem renda. “As pessoas que a gente atende em Neves dependem da circulação da cidade para fazer renda. Algumas são analfabetas, têm escolaridade baixa ou vivem em condições precárias”, diz Kássia. “Há guardadores de carro, pessoas que limpam o quintal dos outros, entre outros serviços autônomos que dependem de movimento nas ruas”.
As doações de itens de higiene e alimentos são recebidas em pontos de arrecadação no Jardim Catarina, em São Gonçalo: Chic Farma (Avenida Albino Imparato, 866, entre as ruas 17 e 18), Drogarias Moreira (Avenida Albino Imparato, Lt 15 Qd 129, ao lado do SuperMarket) e Drograrias Pratodos (Avenida Albino Imparato, 1.450, em frente à praça da Lona Cultural).
Doações em dinheiro são recebidas nas contas abaixo:
  • Banco do Brasil: ag. 0072-8, conta 95928-6, Kassia Fonseca Rapella
  • Banco Itaú: ag. 7769, conta 16229-3, Symone Cordeiro dos Santos Azevedo
  • Banco Bradesco: ag. 2034, conta 0004839-9, Nelson Luis Gonçalves Costa
  • Banco: Caixa Econômica Federal, ag. 0889, conta poupança 02300008992-7, Symone Cordeiro dos Santos Azevedo
fonte: favela em pauta

30 janeiro 2020

TEMPESTADE NO RIO ARRASTA A P-70, QUE FICOU À DERIVA DEPOIS DE BATER NUMA PRAIA DE NITERÓI

A tempestade que caiu sobre o Rio de Janeiro nesta noite (30), no Rio de Janeiro, provocou um acidente com o navio-plataforma P-70, da Petrobrás. A embarcação ficou à deriva e foi bater nas praias de Niterói. Uma confusão que assustou os moradores da região. Durante o incidente, outro navio, o rebocador Starnav Sirius também sofreu danos. Depois do susto, a P-70 foi já reconduzida ao local onde ficará fundeada, conforme declarou a Petrobrás em nota enviada ao Petronotícias:
“Por conta do temporal e os fortes ventos que atingiram a região metropolitana do Rio de Janeiro, na noite desta quinta-feira (30/01), houve um deslocamento da P-70, durante o processo de ancoragem da plataforma para próximo da costa, em Niterói. A Petrobras já reconduziu a unidade à área onde ficará fundeada na Baía de Guanabara. Não houve vítimas. A Petrobras está apurando as causas da ocorrência”.
De manhã, a plataforma, que foi trazida desde a China em cima do navio Boka Vanguard, passou pela manobra de liberação. Na operação, chamada float-off, o Boka Vanguard submergiu e descarregou a P-70 na Baía de Guanabara para passar por atividades de comissionamento durante 30 dias. As autoridades portuárias estavam considerando tudo tranquilo, porque a região tem águas abrigadas, que atendem a todos os requisitos técnicos de segurança. Mas não contavam com a força da natureza. Os ventos da tempestade que atingiram o Rio de Janeiro passaram de 60 quilômetros e levaram a P-70 até a margem de Niterói.
NAVIO REBOCADOR DA STARNAV SOFREU AVARIAS
starnav
Rebocador Sirius foi afetado durante o acidente provocado pela tempestade
Segundo as primeiras informações, os cabos de fundeio do FPSO se partiram durante a tempestade e a unidade se deslocou na direção de Niterói. As primeiras apurações indicam que enquanto a P-70 estava à deriva, o rebocador Starnav Sirius foi arrastado pela plataforma e jogado contra as pedras. Com o incidente, o Sirius sofreu avarias em boreste, na proa. A foto ao lado mostra o navio parcialmente inclinado.
Conforme noticiamos mais cedo, na manhã desta quinta-feira, a operação de liberação da P-70 deu certo e não houve qualquer contratempo. Considerada uma das manobras mais importantes e delicadas na preparação pré-operação do FPSO, a atividade foi concluída perto da Escola Naval do Rio de Janeiro. De acordo com o cronograma inicial, nos próximos 30 dias, a P-70 passaria pelas atividades de comissionamento, nacionalização da estrutura e os preparativos para prosseguimento da viagem com destino ao campo de Atapu, na Bacia de Santos. A P-70 chegou na semana passada ao Porto do Rio de Janeiro. A unidade tem capacidade para produzir 150 mil barris de óleo e 6 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia e faz parte da série de plataformas replicantes da Petrobrás.
fonte:petronoticias 

17 janeiro 2020

Mulher grávida fica com a perna presa em bueiro

Uma mulher que está grávida ficou com a perna presa em um boeiro na Baixada Fluminense. O caso aconteceu na Avenida Automóvel Clube, no município de São João de Meriti.
Ela desceu do carro em que estava e ao pisar no bueiro que estava quebrado, sua perna ficou presa. Algumas pessoas que passavam no local, chamaram a ambulância do SAMU para socorrer a vítima. Ela foi levada para o hospital onde recebeu os primeiros-socorros e foi liberada.
Em comunicado a Prefeitura de São João de Meriti, lamentou o ocorrido e afirmou que vai trocar o bueiro.
Foto: Reprodução
fonte:A.R

15 janeiro 2020

Empresário baleado em tentativa de assalto pode ficar totalmente cego

Ele Perdeu o globo ocular de um olho e o outro ainda está sob risco
O empresário Brasileiro que foi baleado na Rodovia Niterói-Manilha na tarde de terça-feira dia 14, perdeu a visão de um olho e corre o risco de perder do outro. Ele Foi baleado em uma tentativa de assalto quando passava na BR-101 em direção ao Rio.
A bala que o feriu entrou pelo olho esquerdo e saiu pelo olho direito. O que fez ele perder o globo ocular do primeiro. A filha do empresário também estava no carro, mas não foi ferida.
Paulo Alves Cardoso, de 67 anos, e a filha, estavam acostumados a fazer esse mesmo trajeto pelo menos uma vez por semana para um tratamento médico. A filha do empresário, Ana Paula Almeida, precisa se deslocar até o Rio pois na Região dos Lagos, onde eles moram, não há o tratamento que ela precisa.
O assalto aconteceu na altura de São Gonçalo, o carro em que eles estavam foi fechado por um veículo de cor preta. Os criminosos desceram do carro e anunciaram o assalto. Segundo declaração de Ana Paula, o pai se assustou e pisou no freio o que fez o carro deles dar um tranco. Nesse momento os criminosos atiraram na cabeça da vítima.
Paulo foi levado para o Hospital Estadual Alberto Torres. Lá foi operado e está recebendo acompanhamento médico. Segundo Ana Paula “Os médicos disseram que o olho direito não está respondendo aos estímulos. Por causa da gravidade do trauma, eles não têm como dar um parecer total agora, mas pelo menos conseguiram manter o outro globo. A região está com uma hemorragia grande”.
Foto: Reprodução

Sem dinheiro, Liesa afirma que ensaios técnicos seguem indefinidos; teste de luz e som também fica ameaçado


 Foto: Alexandre Macieira/Riotur
Não foi nesta quarta-feira (15) que os cariocas receberam a notícia que tanto queriam: a confirmação dos ensaios técnicos. Pelo contrário, após a plenária desta noite da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), a única informação é que os treinos na Sapucaí seguem indefinidos. O motivo é a falta de verba. Até o teste de luz e som da pista, tradicionalmente realizado pela atual campeã, no domingo anterior ao Carnaval, está ameaçado.
“Ainda estamos vendo a questão das obras do Sambódromo e dos recursos para viabilizarmos os ensaios técnicos. Temos a condição de captar pouco mais de R$ 3 milhões via Lei Rouanet, mas se a gente captar e não entregar, há um prejuízo grande para empresas. Precisamos saber também sobre questão das obras. Eles (a Riotur) estão prevendo a entrega para o dia 10 de fevereiro, o que seria difícil para viabilizarmos os ensaios, inclusive o teste de luz e som, no dia 16 de fevereiro”, disse Jorge Castanheira ao fim da plenária.
Faltando menos de 40 dias para o início dos desfiles, a liga corre contra o tempo para tentar realizar os treinos no Sambódromo, mas esbarra na falta de verba e nas obras que a Riotur vem realizando na Avenida. Até o momento, nenhum dinheiro chegou aos cofres da Liesa, que dirá das escolas de samba. Em meio à escuridão, a luz no fim do túnel é o Governo do Estado.
“Não estão descartados (os ensaios técnicos). Estamos aguardando a chegada do governador (Wilson Witzel) para ver que tipo de retorno ele vai nos dar na possibilidade das empresas que podem participar com recursos para o nosso Carnaval, e se conseguimos captar a tempo para os ensaios técnicos”, afirmou o presidente da Liesa.

Ensaios começariam em 26 de janeiro

À espera de um milagre financeiro, a Liesa já tem calendário pronto dos ensaios técnicos. Os treinos na pista começariam no próximo dia 26 de janeiro, domingo, possivelmente com Estácio de Sá e São Clemente.
Nos dois finais de semana seguintes, oito escolas ensaiariam: quatro em cada final de semana, sendo duas no sábado e duas no domingo.
No último final de semana, o anterior ao Carnaval, duas agremiações treinariam no sábado e a Mangueira faria o teste de luz e som da pista no domingo, dia 16 de fevereiro.
fonte: 

12 janeiro 2020

Pré-candidato a prefeito de são Gonçalo Dejorge visita comunidade  no final de semana 

O pré-candidato a prefeito de são Gonçalo, Dejorge Patricio (PRB), segue visitando amigos e ouvindo os moradores  da cidade. Na companhia da pré-candidata a vereadora Rosely Constantino (PMB),  Durante a visita,  ao bairro de monjolos o pré-candidato conversou com os moradores sobre a realidade vivida por cada um e os problemas enfrentados na região. Os moradores relataram que se sentem abandonados pelo poder público. O objetivo da ida aos bairros é conhecer de forma mais aprofundada as necessidades de cada comunidade e definir as soluções para cada situação identificada. Dejorge e Rosely Constantino conversaram com as pessoas e ouviram reclamações e sugestões para o plano de governo que está sendo montado.
“A falta de infraestrutura e de bons serviços em educação, saúde e abastecimento são as maiores reclamações dos cidadãos mais humildes. Nós temos a consciência de que a situação não pode continuar da forma como está. Ouvimos as pessoas, recebemos sugestões que serão discutidas e estudadas, e, em breve, esperamos poder apresentar ao povo de são Gonçalo  tudo o que pensamos sobre a nossa querida cidade”, disse  Dejorge 















07 janeiro 2020


Dejorge recebe apoio de lideranças a sua pré-candidatura a prefeito de são Gonçalo

Evento reuniu lideranças na noite desta segunda-feira em torno do nome do Dejorge pré-candidato a  prefeito de são Gonçalo  e da Roseli Constantino pré-candidata a vereadora


A disputa pela sucessão municipal de são Gonçalo   ganhou um importante, capítulo na noite desta segunda-feira, dia 06. Um evento na casa do pedro da samu reuniu varias lideranças onde ouviram,o pré candidato e falaram sobre a cidade.
cerca de 30 lideranças de vários bairros da cidade, estiveram reunidos na noite passada para ouvir e apoiar as pré candidaturas,  do Dejorge a prefeito e da Roseli Constantino a vereadora.
“Essas presenças nos dão ânimo. São a demonstração que estamos no caminho certo, que estamos representando são Gonçalo  de verdade, com todos os seus anseios e necessidades”, afirmou Dejorge “Vamos continuar caminhando juntos para trabalhar para uma são Gonçalo que queremos”.











28 novembro 2019

De bike, 59% dos entregadores de aplicativos fogem do desemprego em NITERÓI e SÃO GONÇALO

Chega o horário de almoço, é um corre-corre daqueles. A pressa é para atender aos pedidos que chegam pelos aplicativos. Uma pesquisa feita pela pela Associação Brasileira do Setor de Bicicletas, a Aliança Bike, define o perfil dos entregadores ciclistas de aplicativos em São Paulo.
O levantamento mostra que o número de pessoas que começaram nessa atividade aumentou recentemente: 65% fazem entregas utilizando bicicleta há menos de 6 meses. Para 59% dos entregadores de aplicativos que usam bicicletas, o principal motivo para começarem a fazer entregas foi o desemprego.
Eles não tem folga, costumam trabalhar de segunda a segunda, 9 a 10 horas por dia. É um trabalho cansativo, que exige disposição física para atender em média nove pedidos por dia e pedalar, às vezes, 50 quilômetros. Tudo isso para ganhar cerca de R$ 900 por mês, segundo a pesquisa.
Apesar do crescente número de ciclistas entregadores, os desafios ainda são muitos para quem usa bicicleta como meio de trabalho, segundo o coordenador de projetos da Aliança Bike, Daniel Guth. “Primeiro problema principal, a falta de respeito de motoristas, enquanto eles estão trabalhando, pedalando. A falta de infraestrutura cicloviária e a falta segurança pública também.”
Para a maioria, a bicicleta é o único meio de trabalho viável economicamente: sai mais barato do que uma moto ou até mesmo um patinete. Mas mesmo com tantos problemas e desafios, tem entregador que vê na alternativa a melhor opção.

Radialista Robson oliveira faz lançamento da pré-candidatura a deputado federal

  Em evento na tarde deste sábado dia 16  onde reuniu mais de 2 mil pessoas  no clube fluminense  no centro de macaé. O radialista Robson ol...